A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção da prisão domiciliar. A nova manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
No documento, os advogados sustentaram que Bolsonaro não cometeu falta disciplinar grave em relação à apreensão de uma arma vinculada a um de seus seguranças particulares. A peça cita decisão da Polícia Civil do Distrito Federal que não indiciou o ex-presidente e concluiu que o armamento estava regularizado. A defesa também informou que Bolsonaro não pretende requerer a restituição da arma.
Além desses pontos, os advogados reforçaram o pedido com base em laudos e documentos sobre o estado de saúde do ex-presidente, já apresentados ao tribunal.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado a uma trama golpista. Após uma cirurgia, obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias enquanto se recuperava de uma pneumonia bacteriana. O período começou em 27 de março e terminou em 25 de maio.
Cabe ao ministro Alexandre de Moraes decidir se a prisão domiciliar será renovada ou se Bolsonaro retornará ao presídio conhecido como Papudinha, em Brasília.



