sábado, junho 27, 2026
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MS moderniza rodovias estaduais para qualificar a infraestrutura e beneficiar a população

O governo de Mato Grosso do Sul intensificou investimentos em rodovias estaduais com o objetivo de interligar regiões, facilitar o escoamento da produção e melhorar o acesso da população. A previsão oficial é que, até o final do ano, 5.988 km da malha estadual estejam pavimentados.

Entre 2023 e o fim de 2026, a gestão em exercício projeta a pavimentação de 857 km de novas vias. No início deste ano, o total pavimentado já estava em 5.662 km. O planejamento estadual prevê também a pavimentação de mais de 1.500 km no período de 2023 a 2030.

A estratégia de obras e manutenção busca aprimorar a infraestrutura e a logística para tornar o estado mais atraente a investimentos privados, com impacto direto na geração de empregos e na ampliação da renda regional. O aporte público em rodovias tem sido ligado à diversificação da produção local, incluindo a abertura de fronteiras para a celulose, a expansão da citricultura e o fortalecimento de parques industriais.

Levantamentos citados pelo governo indicam que o estado ocupou a terceira posição em qualidade de rodovias no ranking da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2024. Mato Grosso do Sul também aparece entre os seis estados com maior investimento público per capita no país. Segundo dados divulgados, mais de R$ 81 bilhões de capital privado foram atraídos para o estado nos últimos anos, sobretudo no setor de celulose, com a instalação de empresas como Suzano, Arauco, Bracell e a presença da Eldorado em Três Lagoas.

Obras concluídas e entregues em pontos diversos do estado já trouxeram mudanças concretas. Na MS-352, foi asfaltado um trecho de 40 km entre o entroncamento com a BR-262 e a Ponte do Grego, em Terenos, com investimento estadual de R$ 86,5 milhões. Na MS-270, a pavimentação de 35,56 km, concluída em 2024, integrou trechos que conectam municípios como Dourados, Maracaju, Guia Lopes, Jardim, Bela Vista e Antônio João.

Em Bonito, vila conhecida pelo ecoturismo, a “Estrada do 21” recebeu pavimentação em 100 km, reduzindo em até 40 km a distância até Campo Grande. A cidade também recebeu a chamada Rodovia do Turismo, cujo investimento foi de R$ 46,8 milhões, para melhorar acessos a atrações do Rio Formoso.

Os trabalhos em andamento incluem obras com recursos próprios do estado, como a MS-040 (trecho Santa Rita do Pardo a Brasilândia), novo acesso à BR-262 em Corumbá, melhorias na MS-377 e a implantação de um anel viário em Bonito. Projetos financiados pelo BNDES seguem em execução nas MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, MS-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444.

Além da pavimentação, há programas de restauração em diversas rodovias para manter boas condições de tráfego. Entre as vias em recuperação estão a MS-436 (Figueirão a Alcinópolis), MS-180 (Iguatemi a Juti), MS-156 (Amambai a Tacuru), MS-295 (Tacuru a Eldorado), MS-276 (Deodápolis a Dourados) e a própria MS-377. A obra na MS-355, por exemplo, visa ligar Terenos a Dois Irmãos do Buriti.

O governo estadual também tem ampliado o uso do modelo de concessões. Após contratos nas MS-306 e MS-112, foi assinado o projeto denominado Rota da Celulose. O acordo prevê intervenções em rodovias estaduais (MS-040, MS-338, MS-395) e federais (BR-262 e BR-267), com investimento total estimado em R$ 10,1 bilhões — sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$ 3,2 bilhões em custos operacionais.

O escopo da Rota da Celulose inclui 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, quatro em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas como pontes, viadutos e passarelas. O projeto prevê, ainda, acostamento em 100% do sistema abrangido.

As intervenções visam, de modo geral, reduzir distâncias, aumentar a segurança viária, valorizar imóveis e facilitar o transporte de cargas, sobretudo em períodos de safra. O planejamento oficial projeta que, até 2030, a malha pavimentada do estado possa superar a extensão não pavimentada, com estimativa de 6.660 km pavimentados frente a 5.940 km sem asfalto.

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