O julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento na execução do empresário Vinícius Gritzbach foi remarcado para o período de 22 a 27 de fevereiro de 2027.
A sessão chegou a ser iniciada no dia 22 (segunda-feira), mas foi anulada após a defesa dos réus deixar o plenário. A saída dos advogados, motivada por desentendimento com o Ministério Público, resultou na dissolução do conselho de sentença.
No primeiro dia de audiência, sete das nove testemunhas de acusação previstas foram ouvidas. O rito original previa cinco dias de julgamento e a oitiva de 21 testemunhas.
Estão no banco dos réus o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Os três estão presos e são investigados pela participação na execução de Gritzbach, ocorrida em 8 de novembro no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Gritzbach respondia a investigações por homicídio e pela atuação no chamado núcleo financeiro, acusado de legalizar recursos da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele havia fechado acordo de delação premiada com o Ministério Público, no qual se comprometeu a colaborar apontando envolvidos, entre eles policiais.
Além da morte do empresário, os réus são acusados de provocar a morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local no momento dos disparos, e de ferir outras duas pessoas atingidas por estilhaços.



