terça-feira, junho 23, 2026
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LIRAa de maio aponta orientações para prevenção das arboviroses em Mato Grosso do Sul

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do segundo ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) de 2026, realizado em maio. O levantamento abrangeu 76 municípios e servirá de base para o planejamento das ações de prevenção e controle das arboviroses no estado.

O LIRAa apontou diferentes níveis de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, permitindo direcionamento mais preciso das intervenções.

Municípios em risco alto
Conforme a classificação do Ministério da Saúde, índices acima de 4 indicam alto risco de infestação. Entre as cidades com esses índices estão:
– Eldorado: 9,8
– Santa Rita do Pardo: 7,5
– Ribas do Rio Pardo: 6,6
– Rio Negro: 5,9
– Bela Vista: 5,9
– Maracaju: 5,6
– Ponta Porã: 5,3
– Anastácio: 5,2
– Terenos: 4,7

Água Clara (4,1) e Camapuã (4,0) ficaram próximas do limite de risco alto.

Faixa intermediária
Na classificação de médio risco (índices entre 1 e 3,9) foram registrados, entre outros:
– Bataguassu: 3,8
– Porto Murtinho: 3,2
– Coronel Sapucaia: 3,0
– Corumbá: 2,8
– Itaquiraí: 2,7
– Itaporã: 2,6
– Glória de Dourados: 2,6
– Três Lagoas: 2,5
– Jaraguari: 2,2
– Guia Lopes da Laguna: 2,2
– Aral Moreira: 2,2
– Naviraí: 2,0
– Aparecida do Taboado: 2,0

Nessas localidades, a recomendação é manter monitoramento contínuo e ações rotineiras de eliminação de criadouros para evitar aumento dos índices.

Índice zero e ausências
O levantamento registrou índice zero em Ladário, Nioaque, Juti, Japorã, Dois Irmãos do Buriti e Deodápolis.

Alcinópolis, Campo Grande e Dourados não realizaram o LIRAa no período informado.

Integração de ferramentas e ações
A SES ressalta que o LIRAa deve ser analisado em conjunto com outras ferramentas de vigilância, como ovitrampas e dados epidemiológicos, para obter uma avaliação mais ampla do cenário municipal. O levantamento também é utilizado para identificar áreas vulneráveis e orientar o apoio técnico estadual, priorizando visitas domiciliares, bloqueios e eliminação de criadouros.

Medidas recomendadas à população
A secretaria reforça que o controle do Aedes aegypti depende da atuação conjunta do poder público e da população. Entre as medidas mais eficazes estão a eliminação de recipientes que acumulam água, limpeza periódica de quintais, calhas e caixas d’água e a destinação correta de resíduos.

A orientação é que os municípios mantenham ações permanentes de vigilância e prevenção para reduzir a proliferação do mosquito e proteger a saúde da população.

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