sexta-feira, março 27, 2026
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Aumento de Casos de Síndrome Respiratória Grave no Rio de Janeiro

O estado do Rio de Janeiro ainda enfrenta uma pressão significativa por internações relacionadas à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), apesar de sinais de desaceleração nos casos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (9) pela Secretaria de Estado de Saúde, na nova edição do Panorama SRAG.

A demanda por leitos hospitalares permanece elevada, com mais de 600 solicitações semanais, mesmo com a diminuição no número de casos. Desde o início da contagem, foram registradas 11.635 internações e 836 óbitos por SRAG até esta terça-feira (8), com uma leve redução observada nas últimas semanas. Essa estimativa é gerada por um modelo que corrige distorções por atraso nas notificações.

Crianças com idades entre 1 e 5 anos continuam a ser o grupo mais afetado. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o Rinovírus são os mais frequentemente detectados em crianças até 9 anos. Já entre os idosos, a Influenza A, especificamente o subtipo H1N1, foi a principal causa de internação entre abril e junho. Embora a Influenza tenha liderado os óbitos no mês de maio, a situação tem mostrado sinais de melhora nas últimas semanas.

Informações da Superintendência de Vigilância em Saúde revelam que a cobertura vacinal contra a Influenza no estado é baixa, cerca de 30%. O perfil epidemiológico atual indica que crianças ainda são internadas principalmente devido ao VSR, enquanto os idosos enfrentam aumento nas internações por H1N1 e, mais recentemente, por Covid-19.

Até a última quarta-feira, foram aplicadas 2.837.024 doses de vacinas, das quais 1.314.059 para os grupos prioritários, representando apenas 29,4% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Regiões como Baixada Litorânea, Metropolitana I e Baía da Ilha Grande apresentam as menores taxas de vacinação.

A vacinação é gratuita, segura e oferecida em todos os postos de saúde. A campanha de imunização contra a influenza vai até janeiro de 2026, com estratégias focadas nos grupos mais vulneráveis. Desde fevereiro, o estado aumentou a capacidade de leitos pediátricos para atendimento a casos graves de SRAG, totalizando 85, sendo 40 no Hospital Estadual Ricardo Cruz e 45 no Hospital Zilda Arns.

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