quarta-feira, junho 17, 2026
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R$ 360 milhões serão destinados a pequenas empresas inovadoras

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, o Programa Tecnova 2026/2027. A iniciativa destina R$ 360 milhões para apoiar pequenas empresas em projetos de produtos, serviços e processos inovadores. Os recursos são provenientes da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Esta é a quarta edição do Tecnova. O programa prevê a contratação de até 713 empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões. Considerando as contrapartidas estaduais, o montante total disponível pode chegar a R$ 588 milhões.

A operacionalização dos recursos ficará a cargo de agentes estaduais, incluindo fundações de amparo à pesquisa (FAPs) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre outros parceiros regionais.

Empresas interessadas podem enviar propostas pelo site da Finep até 3 de agosto de 2026. Os projetos aprovados terão prazo de até 60 meses para execução.

Pela primeira vez, o programa abrange todas as 27 unidades da Federação, com objetivo de ampliar a distribuição de recursos para inovação em todo o país. O Tecnova também busca apoiar micro e pequenas empresas como forma de fortalecer a base tecnológica e fomentar emprego qualificado.

A Finep informou que o modelo de implementação envolve cooperação com as unidades federativas para viabilizar a subvenção econômica e integrar iniciativas regionais ao desenvolvimento produtivo.

Além do lançamento do Tecnova, o MCTI anunciou a criação do projeto “Cientistas de Dados pelo Brasil”, uma rede destinada a padronizar as informações estaduais sobre apoio à pesquisa e desenvolvimento (P&D).

O ministério divulgou ainda indicadores nacionais de investimentos em P&D no período 2014–2024. Em 2024, os aportes públicos e privados somaram R$ 166,4 bilhões, um aumento de 18% em relação a 2021, ano que registrou o menor volume de recursos nos anos recentes.

O Brasil investe cerca de 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB) em P&D, com 0,61% proveniente da iniciativa privada e 0,62% de origem governamental. Esse percentual situa o país abaixo de nações como Israel (6,76%), Coreia do Sul (5,13%), Japão (3,62%), Estados Unidos (3,44%) e Alemanha (3,13%).

Na comparação por origem pública, os gastos governamentais brasileiros ficam próximos aos observados em economias mais ricas. Exemplos citados incluem Estados Unidos (0,66% do PIB), Israel (0,68%), França (0,72%), Rússia (0,74%), Alemanha (0,93%) e Coreia do Sul (1,05%), ante 0,62% do Brasil.

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