terça-feira, maio 12, 2026
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Professores de São Paulo rejeitam proposta da prefeitura e mantêm greve

Professores e demais servidores da Educação da rede municipal de São Paulo rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pela prefeitura e decidiram manter a greve na assembleia realizada nesta quinta-feira (7). A paralisação começou em 28 de abril.

A categoria pede atualização de 5,4% no piso do magistério e uma valorização salarial de 14,56%. A administração municipal ofereceu aumento de 3,51% para todos os servidores, com base no IPC-Fipe acumulado entre abril de 2025 e março de 2026.

A proposta do Executivo foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Vereadores; uma segunda votação está prevista para a próxima semana. A prefeitura calcula que o impacto na folha ultrapassa R$ 1 bilhão por ano e informou que, com a aprovação, os servidores receberiam em maio reajustes resultantes da aplicação sucessiva de 2,55% (concedidos em 2025) e 2% para 2026.

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) afirmou que a oferta não recompõe perdas acumuladas e comunicou a manutenção da greve, com intensificação do movimento e convocação de manifestação e nova assembleia para 13 de maio, às 14h, em frente à prefeitura.

O Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal (Sinesp) criticou a proposta como insuficiente para repor a inflação do período, apontou que o reajuste seria parcelado e destacou outros pontos do projeto municipal que, segundo a entidade, favorecem contratações precárias, prejudicam concursos e alteram o cargo de professor de educação infantil, com riscos de avanços para a privatização.

O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias do Município de São Paulo (Sindsep) também rejeitou a proposta, alegando que o índice é inferior à inflação acumulada dos últimos 12 meses, cerca de 5,5% pelo IPCA, e que o projeto de lei 354 traz medidas que incluem a extinção de cargos de professores de educação infantil, a possibilidade de privatização da educação infantil e o aumento da margem de contratação temporária de 20% para 30%.

Em nota sobre a proposta salarial na área da Educação, a prefeitura informou que parte dos profissionais teria 5,4% de reajuste no piso inicial. Pelo governo municipal, um professor em início de carreira com jornada de 40 horas passaria a receber R$ 5.831,88, valor 13,7% acima do piso nacional previsto para 2026.

O Executivo também ressaltou ter adotado política de valorização dos servidores desde 2021 e citou decisão judicial que determina manutenção parcial do funcionamento das escolas durante a greve. Em 5 de maio de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que as unidades educacionais da rede municipal devem funcionar com, no mínimo, 70% dos professores, profissionais do quadro de apoio e supervisores das Diretorias Regionais de Educação (DREs).

A prefeitura informou ainda que faltas não justificadas serão descontadas conforme a legislação e orientou responsáveis por alunos a acionar a DRE local caso a escola esteja sem atendimento.

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