quinta-feira, maio 14, 2026
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Em 2025, Brasil alcança recorde histórico de transplantes

O Brasil registrou em 2025 um recorde histórico de transplantes: 31.000 procedimentos, aumento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25.600.

Autoridades atribuem o resultado à melhoria logística e à organização do sistema de transplantes, com fortalecimento de parcerias institucionais e ampliação do acesso dos pacientes.

A distribuição interestadual coordenada pela Central Nacional de Transplantes foi determinante. Em 2025, essa articulação permitiu 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para priorizar casos clínicos e reduzir perdas de órgãos sensíveis ao tempo de isquemia.

O transporte aéreo também avançou. Em 2025 foram realizados 4.808 voos para deslocamento de órgãos e equipes — alta de 22% em relação a 2022 —, o que aumentou a chance de os órgãos chegarem dentro do tempo necessário para o transplante.

Houve expansão no número de equipes de captação: de 1.537 em 2022 para 1.600 em 2026, o que ampliou a capacidade de identificação de doadores.

Um obstáculo persistente é a recusa familiar: atualmente cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, limitando o potencial de procedimentos. O registro prévio do desejo de ser doador pode influenciar essas decisões em momentos de dor e impacto emocional.

Capacitação de profissionais também foi prioridade. O Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot) formou mais de mil profissionais nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O objetivo é aprimorar a identificação de potenciais doadores e o acolhimento às famílias.

Em 2025, o transplante de córnea foi o mais frequente, com 17.790 procedimentos. Em seguida vêm rim (6.697), medula óssea (3.993), fígado (2.573) e coração (427).

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece assistência integral e gratuita aos pacientes transplantados, incluindo exames, cirurgia, acompanhamento e medicamentos. Cerca de 86% dos transplantes no país são financiados pelo SUS.

O investimento federal no Sistema Nacional de Transplantes cresceu de R$ 1,1 bilhão em 2022 para R$ 1,5 bilhão em 2025, expansão de 37% para reforçar atendimento e infraestrutura.

O acesso ao transplante ocorre pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O paciente é avaliado em serviço habilitado e, confirmada a indicação, é incluído na lista de espera com registro das características do doador compatível. A lista é dinâmica, variando conforme a condição clínica e a disponibilidade de doadores.

Nos últimos anos o SNT passou por modernização e incorporação de novas tecnologias. Entre as ferramentas está a Prova Cruzada Virtual, que possibilita avaliar previamente a compatibilidade entre doador e receptor, reduzindo riscos de rejeição e agilizando o processo.

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