O implante contraceptivo Implanon será integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme anunciado pelo Ministério da Saúde. Essa opção é vista como vantajosa por sua durabilidade de até três anos e elevada eficácia.
A inclusão do Implanon ao SUS foi revelada durante uma reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A portaria que formaliza essa decisão deve ser divulgada em breve. Após a publicação, a implementação estará sujeita a um prazo de 180 dias, durante o qual serão realizadas atualizações nas diretrizes clínicas, aquisição do produto e capacitação dos profissionais de saúde.
A expectativa é que o dispositivo comece a ser disponibilizado nas unidades básicas de saúde (UBS) no segundo semestre deste ano. O Ministério da Saúde planeja distribuir 1,8 milhão de unidades, sendo 500 mil até o final de 2023, com um investimento aproximado de R$ 245 milhões. Atualmente, o custo do Implanon varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
O Implanon, um método contraceptivo subdérmico, é eficaz por até três anos, dispensando intervenções regulares. Seu acompanhamento deve ser realizado por médicos e enfermeiros qualificados, e a recuperação da fertilidade ocorre rapidamente após a remoção do implante.
No âmbito do SUS, o DIU de cobre é o único contraceptivo classificado como Larc (contraceptivos reversíveis de longa duração). Este método é considerado superior para o planejamento reprodutivo, pois não requer o uso contínuo, como os anticoncepcionais orais ou injetáveis.
Entre os contraceptivos disponíveis no SUS estão:
– preservativos externo e interno;
– DIU de cobre;
– anticoncepcional oral combinado;
– pílula oral de progestagênio;
– injetáveis hormonais mensal e trimestral;
– laqueadura tubária bilateral;
– vasectomia.
É importante salientar que apenas os preservativos têm a capacidade de oferecer proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) dentre os métodos disponíveis na rede pública.



