O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) que concordou em suspender por duas semanas qualquer bombardeio ou ataque ao Irã. A medida veio após o Paquistão apresentar uma proposta de cessar-fogo de 14 dias.
A decisão foi tomada depois de conversas com o primeiro‑ministro paquistanês Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir. Trump condicionou a suspensão das operações à reabertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz por parte do Irã.
Segundo a Casa Branca, o acordo funciona como um cessar‑fogo bilateral e se baseia em uma proposta de 10 pontos apresentada como pauta de negociação.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi informou em nota oficial que Teerã interromperá ataques desde que não sofra agressões ou ameaças. Araqchi também declarou que, nas próximas duas semanas, será possível trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e observadas as limitações técnicas existentes.
Horas antes do anúncio do cessar‑fogo, Trump havia feito declarações duras exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz, o que gerou questionamentos sobre a legalidade de suas ameaças durante uma entrevista informal na Casa Branca. O presidente não respondeu ao questionamento sobre possível crime de guerra.
Tratados internacionais, como as Convenções de Genebra e acordos sobre prevenção de genocídio, proíbem ataques a infraestruturas civis e exigem que operações militares observem o princípio da proporcionalidade.
A civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tem estimativa de 2,5 mil a 3 mil anos de história, com legado cultural, filosófico e científico.
Com informações da Reuters.
Texto atualizado com a manifestação do Irã.



