A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou estar concluindo preparativos operacionais para implementar uma nova ordem no Golfo Pérsico, em resposta a um ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo comunicado divulgado em redes sociais, a iniciativa pretende estabelecer novas regras para a passagem pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com Omã e sem a interferência de potências estrangeiras. O estreito, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás mundial, está fechado desde o início da ofensiva entre EUA/Israel e Irã, com trânsito restrito a embarcações autorizadas por Teerã.
No domingo, Trump determinou um prazo para a reabertura do Estreito, com ameaça de retaliação caso o acesso não seja restabelecido até terça-feira. Nas últimas declarações públicas, o presidente norte-americano condicionou o fim da guerra a termos firmes impostos por Washington.
Circula um documento de 15 pontos atribuído à administração Trump como proposta para encerrar o conflito. Entre as medidas listadas estão a suspensão do programa nuclear civil iraniano e o desmantelamento do programa balístico do país. O governo do Irã rejeitou essas propostas e passou a exigir compensações financeiras pelos danos causados pelos ataques, a retirada definitiva de bases militares dos EUA da região e um acordo que ponha fim às frentes de combate, inclusive no Líbano e na Faixa de Gaza.
O comando do Exército iraniano declarou que o inimigo não alcançou seus objetivos nesta fase do conflito e avaliou que sofreu derrotas operacionais.
Paralelamente, o Quartel‑General Khatam al‑Anbiya informou sobre a 98ª rodada de ataques iranianos contra instalações vinculadas a Israel e aos EUA no Oriente Médio. As ações teriam atingido um navio porta‑contêineres identificado pelas forças iranianas, além de alvos em Tel Aviv, Haifa, Be’er Sheva e Bat Hefer. As autoridades militares do Irã também advertiram que ataques a alvos civis seriam respondidos com operações em maior escala contra interesses inimigos na região.
O governo iraniano confirmou, ainda, o assassinato do chefe de inteligência da IRGC, brigadeiro‑general Seyed Majid Khademi, em um ataque aéreo atribuído a Israel em Teerã.



