Dados do Boletim da Semana Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde, publicados em 25 de março, indicam que a febre chikungunya já foi confirmada em 37 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Como os números referem-se à semana anterior, é provável que o próximo boletim registre novos municípios com casos confirmados.
Até 25 de março, além de Dourados, foram notificados casos em Fátima do Sul, Jardim, Sete Quedas, Bonito, Aquidauana, Vicentina, Guia Lopes da Laguna, Rio Brilhante, Corumbá, Nioaque, Itaporã, Maracaju, Três Lagoas, Amambai, Paraíso das Águas, Ponta Porã, Anastácio, Douradina, Costa Rica, Miranda, Jateí, Angélica, Sidrolândia, Caarapó, Novo Horizonte do Sul, Cassilândia, Chapadão do Sul, Água Clara, Mundo Novo, Batayporã, Rochedo, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Inocência, Coronel Sapucaia e Nova Alvorada do Sul.
Em relação aos óbitos, Dourados contabiliza cinco mortes confirmadas até o momento, todas de pacientes indígenas. Também foram confirmados óbitos nos municípios de Jardim e Bonito.
O Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde aponta predominância masculina entre os casos em Mato Grosso do Sul: 57% dos infectados são homens, contra 43% de mulheres. No cenário nacional, a distribuição é inversa, com 58% dos casos registrados em mulheres e 42% em homens. A faixa etária mais afetada no estado está entre 20 e 49 anos, com maior ocorrência entre os grupos de 20 a 29 anos e de 40 a 49 anos.
O Ministério da Saúde lembra que a chikungunya é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O vírus chegou às Américas em 2013 e já provocou epidemias em vários países.
Os sintomas costumam ser mais intensos e prolongados do que os da dengue, com febre alta e dores articulares severas que podem persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem evoluir para quadro crônico e durar anos.
A doença também pode acarretar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite e síndrome de Guillain-Barré. Em formas graves há risco de internação e morte. Diante de sinais compatíveis com chikungunya, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico e acompanhamento.



