terça-feira, março 31, 2026
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Mutirão de combate à chikungunya realiza limpeza e orienta moradores do Parque do Lago II

Ações envolveram a Prefeitura de Dourados, Governo do Estado, Ministério da Saúde e Exército em força-tarefa para conter avanço da doença que atinge de forma mais crítica 12 municípios de Mato Grosso do Sul

Uma força-tarefa de combate à chikungunya atuou nesta segunda-feira (30) na região do Parque do Lago II, em Dourados. A operação integra equipes da prefeitura, do governo do estado, do Ministério da Saúde e conta com apoio do Exército Brasileiro. O foco é eliminar criadouros do mosquito transmissor.

As ações incluem limpeza de áreas públicas, com intervenção na praça Alfredo Uhde, vistorias em residências e orientação direta aos moradores. Dourados figura entre os 12 municípios de Mato Grosso do Sul enquadrados em situação de epidemia pelo Ministério da Saúde.

As atividades dão continuidade a mutirões realizados em bairros como Jóquei Clube e Santa Felicidade. Na região do Jóquei Clube foram retiradas cerca de 150 toneladas de lixo. Em Santa Felicidade, equipes localizaram e eliminaram vários pontos de descarte irregular de resíduos. Em domicílios, foram identificados acúmulos de materiais que favorecem a proliferação do mosquito.

Em inspeções no Parque do Lago II, agentes de endemias encontraram focos em frente a residências, sobretudo em acúmulos de galhos, entulhos, folhas e recipientes que acumulam água. Durante a operação, o Exército distribuiu material educativo, enquanto equipes municipais entregaram sacos de lixo e orientaram os moradores sobre descarte adequado.

Autoridades municipais apontam a necessidade de mobilização coletiva para reduzir os criadouros e conter a transmissão.

Cenário epidemiológico

Boletim epidemiológico atualizado nesta segunda-feira indica 1.978 casos prováveis e 1.035 confirmados de chikungunya em Dourados, resultando em taxa de positividade de 74,5%. Na Reserva Indígena foram registrados 790 casos confirmados entre 1.304 prováveis.

Atualmente, 33 pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação da doença, distribuídas entre o Hospital Porta Esperança (aldeia Jaguapiru), o HU-UFGD e unidades privadas.

O município permanece em estado de emergência em saúde pública em razão do avanço dos casos, com transmissão da população indígena para áreas urbanas e aumento da demanda sobre a rede de saúde. A média de atendimentos na UPA cresceu nas últimas semanas, refletindo o impacto da doença no sistema municipal.

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