quarta-feira, março 25, 2026
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Caso confirmado de sarampo evidencia urgência em ampliar a cobertura vacinal

A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo reacendeu o alerta para a necessidade de manter altas coberturas vacinais como proteção indireta de quem ainda não pode ser imunizado.

A criança ainda não estava apta a receber a vacina pelo calendário do Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira dose da tríplice viral é aplicada aos 12 meses e protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses, é indicada a dose da tetra viral, que inclui também a proteção contra varicela.

A bebê viajou com a família para a Bolívia em janeiro, país que enfrenta surtos de sarampo desde o ano passado. Casos importados são uma das formas de reintrodução do vírus em áreas sem transmissão sustentada.

Em 2024 o Brasil manteve o certificado de área livre de sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), já que não há transmissão contínua no território nacional. No entanto, em 2019 o país perdeu esse status após surtos iniciados por importações. No ano passado foram confirmadas 38 infecções no Brasil, a maioria de origem importada.

Dados de cobertura vacinal mostram diferença entre a primeira dose e o esquema completo: 92,5% dos bebês receberam a primeira dose no ano passado, enquanto 77,9% completaram as doses na idade recomendada.

As recomendações de imunização indicam:
– Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo de um mês.
– Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose.
A vacina é contraindicada para gestantes e indivíduos imunocomprometidos.

O continente americano enfrenta cenário preocupante. No ano passado foram registrados 14.891 casos de sarampo em 14 países, com 29 óbitos. Até 5 de março deste ano já foram confirmadas 7.145 infecções — quase metade do total do ano anterior em apenas dois meses — com maior intensidade no México, Estados Unidos e Guatemala.

O sarampo se manifesta principalmente por febre alta e erupção cutânea, frequentemente acompanhados de tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar. Entre as complicações mais comuns estão pneumonia e problemas neurológicos, como encefalite. Além disso, a infecção pode causar supressão temporária do sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a outras infecções por um período estimado entre três e seis meses.

As autoridades de saúde reforçam a importância de manter a vacinação em níveis elevados para impedir a circulação do vírus e proteger grupos vulneráveis que ainda não podem ser vacinados.

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