sábado, março 28, 2026
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Embaixador de Cuba classifica medidas de Trump sobre petróleo como “genocídio”

O embaixador de Cuba no Brasil recebeu a Agência Brasil na embaixada em Brasília para tratar do endurecimento do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra a ilha, em vigor desde as sanções iniciadas após a Revolução de 1959.

Em 29 de janeiro, o governo dos EUA editou uma ordem executiva que classificou Cuba como risco à segurança norte-americana e prevê a imposição de tarifas a países que vendam petróleo à ilha. A medida tem sido apontada como fator que pode agravar a atual crise energética cubana.

Dados da Agência Internacional de Energia (AIE) indicam que, até 2023, derivados de petróleo respondiam por cerca de 80% da energia consumida em Cuba. A limitação de suprimentos e a possibilidade de sanções a fornecedores externos pressionam o abastecimento de combustíveis e a operação de serviços essenciais.

Em resposta à situação, o governo cubano adotou medidas de austeridade e priorização de serviços públicos considerados essenciais. Também tem buscado ampliar a geração elétrica a partir de fontes renováveis e aumentar a capacidade doméstica de extração e refino de combustíveis, segundo informações oficiais.

Relatos oficiais apontam investimentos em energia solar, com incremento da capacidade instalada e aplicação de painéis em hospitais, escolas, bancos e centros produtores de alimentos, como forma de mitigar a falta de combustível e reduzir a dependência de usinas térmicas antigas e de difícil modernização.

A decisão dos Estados Unidos suscitou reações no cenário internacional. Organizações e governos, entre eles o Movimento dos Países Não Alinhados e nações como Rússia e China, manifestaram-se contrariamente às medidas. Comunicados oficiais indicam ainda assistência material de parceiros internacionais a Cuba.

O episódio reforça o debate sobre os efeitos do embargo estadunidense na economia e no sistema elétrico da ilha, e sobre a capacidade de Cuba de garantir serviços básicos diante das restrições de comércio e financiamento impostas externamente.

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