O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (12), um aporte de R$ 131,9 milhões para recuperar e ampliar a rede de atenção à saúde nos municípios capixabas afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015.
Segundo o Ministério da Saúde, os recursos advêm de um acordo judicial firmado com as empresas responsabilizadas pelo desastre — Samarco e suas acionistas Vale e BHP — após renovações na negociação entre o poder público e as companhias.
O investimento integra o chamado Novo Acordo do Rio Doce e contempla ações estruturantes nas áreas de infraestrutura, vigilância e assistência em saúde, além de iniciativas em saúde digital, ensino, formação e gestão.
Do total, R$ 82,55 milhões serão destinados à expansão da infraestrutura de saúde. O plano prevê a construção de um novo complexo hospitalar em Colatina, a criação de quatro novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a implantação de dois centros de especialidades odontológicas e a aquisição de equipamentos para dois centros especializados em reabilitação.
Os recursos atenderão populações de municípios do Espírito Santo afetados pelo desastre. Entre as cidades mencionadas estão Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.
Em Brasília, o governador do Espírito Santo participou da assinatura que aprovou o plano e autorizou a liberação dos recursos federais.
Entre os benefícios esperados estão a ampliação da oferta de cirurgias eletivas, a implementação de um plano de intervenção para doenças hematológicas e o fortalecimento do cuidado a hipertensão e diabetes em comunidades quilombolas. O projeto também inclui a criação de uma linha de cuidado integral voltada ao idoso fragilizado e serviços de acompanhamento para pessoas com desenvolvimento atípico.
O governo federal informou ainda que a vigilância ambiental e toxicológica no estado será reforçada. A medida prevê a reestruturação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para análise de metais pesados e matrizes ambientais, além da ampliação das equipes de vigilância ambiental, epidemiológica e de saúde do trabalhador.



