quinta-feira, março 26, 2026
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Polícia Civil de MS deflagra Operação “Abalo Sísmico” e cumpre mandados em MS e SP por esquema entre engenheiros e empresas

Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), por meio do GARRAS — Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros — deflagrou a operação “Abalo Sísmico”. A ação contou com o apoio das delegacias DENAR, DERF, DEFURV e DHPP e teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca domiciliar em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.

A investigação do GARRAS apura um esquema que envolveria engenheiros vinculados a uma grande incorporadora de Campo Grande, contratados para obras de edifícios de alto padrão. Segundo as apurações, esses profissionais atuariam em conluio com empresas de transporte, perfuração de solo e instalação de fundações.

Estão sendo investigados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado à incorporadora chega a cerca de R$ 5 milhões.

Com base em elementos reunidos durante as investigações, a PCMS representou por medidas cautelares, as quais foram autorizadas pela Justiça. Nesta fase foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão: 7 em Campo Grande (MS), 2 em Votorantim (SP), 1 em Campinas (SP) e 1 em Sorocaba (SP).

Além das buscas, o juiz decretou medidas cautelares alternativas à prisão para seis investigados identificados como B.C.C. (34), F.B. (52), F.S.P.N. (43), J.M.C. (67), K.S.G. (50) e F.G.P.S.A. (34). Entre as restrições estão a proibição de contato entre os investigados e a obrigação de permanecerem na comarca, comunicando o juízo antes de qualquer eventual saída.

Durante as diligências foram apreendidos aproximadamente R$ 700 mil em espécie na residência de um dos suspeitos, além de aparelhos celulares dos envolvidos. Em outro imóvel, foi localizada uma arma de fogo calibre .22 com munições, sem documentação. O proprietário do imóvel, F.S.P.N., foi conduzido ao GARRAS e autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

O nome da operação faz referência à intenção de evidenciar irregularidades praticadas nas fundações subterrâneas dos edifícios investigados, práticas que teriam gerado prejuízos milionários à incorporadora.

As investigações prosseguem com o objetivo de apurar integralmente os fatos e identificar todos os envolvidos.

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