sábado, março 28, 2026
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ANP exige condições para retomar perfurações na Foz do Amazonas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou à Petrobras, nesta quarta-feira (4), que a companhia só poderá retomar a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas após o cumprimento de novas exigências administrativas.

A retomada das atividades depende, entre outras medidas, da substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração. O riser é o tubo que liga o poço no fundo do mar à unidade de perfuração flutuante na superfície.

A perfuração está suspensa há 30 dias, em razão de um vazamento de fluido ocorrido em um bloco em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas e 175 km da costa brasileira.

A Petrobras informou que o material vazado não era petróleo nem gás, mas um composto usado para lubrificar a broca. A estatal afirmou também que o vazamento estava dentro dos limites legais de toxicidade, que o fluido é biodegradável e que não houve danos ao meio ambiente.

Além da substituição dos selos, a ANP determinou outras exigências de segurança, incluindo a revisão do Plano de Manutenção Preventiva e a redução do intervalo entre as coletas de dados de vibração submarina.

Ao comunicar o incidente no dia 6 de janeiro, a Petrobras registrou que não havia problemas na sonda ou no poço e que o vazamento não comprometeria a operação.

A reportagem ainda não obteve posicionamento da Petrobras sobre a decisão da ANP.

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