segunda-feira, março 30, 2026
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Bahia investiga sete casos suspeitos de intoxicação por metanol

Sete pessoas foram internadas no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal (BA), com suspeita de intoxicação por ingestão acidental de metanol, informou a Secretaria da Saúde da Bahia.

Os pacientes seguem em observação e recebem assistência médica. Protocolos assistenciais foram acionados, mas não houve divulgação sobre o estado clínico dos internados.

A investigação das causas foi iniciada com a participação do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), do Centro de Informações Toxicológicas da Bahia (Ceatox-BA), da vigilância sanitária estadual e municipal, da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica. Serão realizados exames laboratoriais e, se necessário, será administrado antídoto específico.

No contexto nacional, entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025 foram registradas 890 notificações de intoxicação por metanol no Brasil. Desse total, 73 casos foram confirmados e 29 permaneciam sob suspeita até o início de dezembro.

Os estados mais atingidos foram São Paulo (578 notificações; 50 casos confirmados) e Pernambuco (109 notificações; oito confirmados). Também registraram confirmações Paraná (seis), Mato Grosso (seis), Bahia (dois) e Rio Grande do Sul (um).

Até o começo de dezembro, 22 óbitos por intoxicação por metanol haviam sido confirmados: 10 em São Paulo; três no Paraná; cinco em Pernambuco; um na Bahia; e três em Mato Grosso. Outros nove óbitos seguiam sob investigação — cinco em São Paulo, três em Pernambuco e um em Alagoas.

Em 8 de dezembro de 2025, o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União a decisão de encerrar a sala de situação criada em outubro para monitorar os casos de metanol. O último caso confirmado no país havia sido registrado em 26 de novembro, com início dos sintomas em 23 de novembro.

Segundo o ministério, a redução de novos casos e de óbitos aponta para um cenário de estabilidade epidemiológica. As secretarias estaduais passaram a dispor de estoques de antídotos e de maior capacidade diagnóstica. A assistência e o acompanhamento das intoxicações retornaram ao fluxo rotineiro da vigilância, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A sala de situação havia sido instalada em 1º de outubro e contou com representantes da Anvisa, Fiocruz, Ebserh, Conselho Nacional de Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde, além dos ministérios da Agricultura e da Justiça e Segurança Pública, entre outros órgãos.

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