sexta-feira, março 27, 2026
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Prefeitura anuncia expansão de programa para pacientes com diabetes

Dourados conta hoje com 57 pacientes, entre crianças e adolescentes; prefeito Marçal Filho anuncia, durante treinamento sobre uso da nova tecnologia, que a partir de janeiro de 2026, também serão atendidos jovens de 15 a 18 anos e gestantes com diabetes tipo 1

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sems) e da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica, em parceria com o laboratório Abbott, promoveu na tarde de quarta-feira (10), no plenário da Câmara Municipal, um treinamento sobre o sensor Libre 2. A capacitação abordou aplicação, manejo e atualização do protocolo do dispositivo para pacientes do Projeto Liberte. Pais e responsáveis receberam kits e orientações práticas sobre o uso do equipamento.

O Programa Liberte é pioneiro em Dourados e o único no Estado a disponibilizar gratuitamente essa tecnologia. O sistema de monitoramento contínuo da glicemia é voltado, na atual etapa, para crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos. Com a adoção do Libre 2, o município amplia o acesso a um método que dispensa as picadas tradicionais nos dedos e permite acompanhamento mais preciso e ágil da glicemia.

Atualmente há 57 crianças e adolescentes em uso do sensor em Dourados. Durante a abertura do treinamento, o prefeito Marçal Filho anunciou a ampliação do público atendido a partir de janeiro de 2026, incluindo gestantes com diabetes tipo 1 e jovens de 15 a 18 anos. Também participaram da cerimônia o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, e o vereador Pedro Pepa. O treinamento foi conduzido por representantes da Abbott.

O Libre 2 oferece monitoramento 24 horas: a cada minuto o sensor envia atualizações por Bluetooth sobre os níveis de glicose, e os dados ficam disponíveis em uma plataforma online acessível às equipes multiprofissionais de saúde do município. O sensor tem duração de 15 dias, o que equivale a dois dispositivos por mês. Ele é fixado na parte posterior do braço e possui resistência à água.

A assistência no município é organizada por equipes multiprofissionais de referência, compostas por nutricionistas, farmacêuticos, assistentes sociais, psicólogos, médicos e enfermeiros. Esses profissionais têm acesso às informações coletadas pelo sensor e podem intervir na terapêutica, ajustando doses de insulina ou orientando sobre alimentação conforme os registros de glicemia.

As crianças vinculadas ao programa recebem o sensor pela Unidade Reguladora de Medicamentos e Insumos (Urmi) e retiram o material na farmácia municipal mais próxima. O primeiro atendimento inclui a orientação e a primeira aplicação realizada por um profissional de saúde; nas aplicações subsequentes a família passa a executar o procedimento, com supervisão nas etapas iniciais, a cada 15 dias.

A tecnologia fornece perfis contínuos de glicemia, subsidiando decisões clínicas e reduzindo a necessidade de checagens invasivas durante a noite. Essa característica do sistema contribui para maior segurança no cuidado em casa, na escola e em atividades comunitárias.

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