sábado, março 28, 2026
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EUA reforçam sua presença na América Latina em mensagem à China

Na última sexta-feira (5), o governo dos Estados Unidos divulgou a nova Estratégia Nacional de Segurança, que reafirma a Doutrina Monroe e destaca a posição de liderança de Washington no Hemisfério Ocidental, abrangendo as Américas do Sul, Central e do Norte.

O documento enfatiza uma renovada determinação dos EUA em restaurar sua influência na região, após um período de desinteresse. A nova política deve guiar as ações da administração de Donald Trump.

Historicamente, a Doutrina Monroe, instituída em 1823, proclamou que a “América é para os americanos”, visando limitar a influência europeia na América Latina. A nova estratégia inclui o que é denominado “Corolário Trump”, que visa ampliar o alcance da presença americana no continente.

Os objetivos principais incluem o fortalecimento do acesso a locais de importância estratégica e a busca pela retirada de empresas estrangeiras que atuam na construção de infraestrutura na região.

O foco do governo dos EUA está em limitar a presença da China na América Latina, um movimento que se reflete na tentativa de exercitar controle sobre o Canal do Panamá, na mobilização militar no Caribe e em pressões sobre a Dinamarca em relação à Groenlândia.

A administração americana pretende atuar em parceria com governos e movimentos que compartilhem de seus princípios, mas também não descarta colaborações com aqueles que, mesmo possuindo visões diferentes, tenham interesses comuns.

O governo expressa preocupações com as incursões de “concorrentes” de fora do Hemisfério que podem impactar negativamente a economia dos EUA. Nesse contexto, a Casa Branca destaca que as alianças regionais devem ser condicionadas à diminuição da influência externa adversária.

Essas novas diretrizes também prometem influenciar acordos comerciais, sugerindo que os países da região que dependem mais dos EUA deveriam priorizar contratos com empresas americanas. O documento ainda faz um apelo à colaboração entre o governo e o setor privado para incentivar a competitividade das empresas dos EUA no exterior.

A estratégia inclui a utilização de tarifas e acordos comerciais recíprocos como parte da diplomacia comercial, ao mesmo tempo que se busca fortalecer parcerias de segurança, englobando desde a venda de armamentos até o compartilhamento de informações e exercícios conjuntos.

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