O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou que, no início deste mês, 11 ararinhas-azuis recapturadas testaram positivo para circovírus, patógeno responsável pela doença do bico e das penas.
Esse vírus, originário da Austrália, está associado a doenças que afetam principalmente araras, papagaios e periquitos. A condição, que não possui cura, tende a ser letal na maioria dos casos, mas não apresenta riscos para seres humanos ou aves de criação.
Vistorias realizadas pelo instituto, em colaboração com a Polícia Federal, revelaram violações de protocolos de biossegurança no criadouro. Entre as irregularidades encontradas estavam a limpeza inadequada das instalações e o uso incorreto de equipamentos de proteção pelos colaboradores. Como resultado, a instituição recebeu uma multa de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
As ararinhas-azuis foram repatriadas da Europa e reintegradas à natureza em 2022. As investigações continuam para determinar a origem da infecção.



