terça-feira, março 31, 2026
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Lula propõe diálogo profundo sobre combustíveis fósseis após a COP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, no último domingo (23), que a transição do uso de combustíveis fósseis deve ocorrer por meio de um diálogo abrangente, e não pela imposição de um cronograma rígido. O tema foi discutido durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorreu em Belém (PA), sob a liderança do Brasil.

Em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da Cúpula de Líderes do G20, Lula se referiu ao Acordo de Belém, que incentivou o aumento de investimentos em adaptação às mudanças climáticas, mas não trouxe propostas específicas para a redução de combustíveis fósseis, responsáveis por uma parte significativa das emissões de gases de efeito estufa.

O presidente brasileiro salientou que a discussão sobre essa transição energética deve incluir especialistas e representantes das indústrias de petróleo, devido à relevância do produto, que vai além de combustíveis como gasolina e diesel, afetando também a petroquímica.

Embora a proposta de um cronograma para a transição energética tenha sido debatida, a decisão foi pela exclusão desse tema do texto final. A estratégia foi apresentada em um documento paralelamente ao acordo principal, buscando manter a unidade durante a conferência.

Lula ainda sublinhou que os recursos obtidos com o petróleo devem ser redirecionados para promover a transição energética, destacando os avanços do Brasil na utilização de biodiesel.

Em relação ao G20, ele minimizou a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula, enfatizando a importância do multilateralismo e o papel do G20 como um foro decisivo para as questões globais. O líder brasileiro expressou a necessidade de que decisões tornem-se ações concretas para evitar desmotivação entre os participantes.

O G20, instituído em 1999 após a crise financeira asiática e que também passou a abordar questões políticas a partir de 2008, permanece como um pilar de cooperação econômica internacional. Apesar da ausência dos Estados Unidos, que não enviou representantes, os demais países concordaram por unanimidade na aprovação da declaração final da reunião.

Por fim, Lula mencionou sua intenção de dialogar com Trump sobre a presença militar dos Estados Unidos no Caribe, especialmente em relação à Venezuela, observando que a América do Sul deve ser mantida como uma zona de paz.

Após suas atividades em Joanesburgo, o presidente brasileiro seguiu para Maputo, em Moçambique, onde realizará uma visita oficial.

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