sexta-feira, março 27, 2026
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Erika Hilton denuncia uso de celular por Nikolas Ferreira próximo a Bolsonaro

A deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, no último domingo (23).

A denúncia é embasada por imagens veiculadas por uma emissora de televisão, que mostram o deputado mineiro utilizando seu celular durante uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em sua residência, onde está sob prisão cautelar domiciliar desde agosto. Segundo a parlamentar, tal utilização fere uma decisão judicial que proíbe o uso de celulares por terceiros na presença do ex-presidente, conforme registrado na petição (PET 14.129/DF).

A visita ocorreu um dia antes de Bolsonaro tentar danificar a tornozeleira eletrônica que utilizava, o que levou à decretação de sua prisão preventiva, em razão do risco de fuga.

Na denúncia, Hilton afirma que Nikolas teria incentivado e auxiliado Bolsonaro em uma suposta tentativa de evasão, solicitando ainda a busca e apreensão do celular do deputado, para a preservação das evidências.

Por sua vez, Nikolas Ferreira se defendeu em suas redes sociais, afirmando que não foi informado sobre quaisquer restrições ao uso do celular durante a visita ao ex-presidente. Ele considerou a filmagem feita com drone da residência de Bolsonaro como uma violação de privacidade e indicou que essa ação não condiz com padrões éticos de jornalismo.

No último sábado (22), Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, que citou o risco de fuga como justificativa devido à tentativa do ex-presidente de manipular a tornozeleira eletrônica e à mobilização feita por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da residência.

Um dia antes da prisão, Bolsonaro tentou abrir a tornozeleira com um ferro de soldar, alertando a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal sobre a situação.

Durante uma audiência de custódia por videoconferência neste domingo (23), o ex-presidente mencionou que experimentou uma “alucinação” relacionada à possibilidade de escuta no dispositivo de monitoramento. Ele afirmou que a tentativa de manipulação foi influenciada por uma “certa paranoia” provocada por medicamentos prescritos por médicos diferentes, que, segundo ele, poderiam ter interagido de forma inadequada.

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