A presidência brasileira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, divulgou um levantamento que identifica 722 iniciativas aprovadas desde a COP21 em Paris, ocorrida há uma década. Deste total, 423 projetos permanecem ativos e farão parte da nova Agenda, que visa mobilizar ações climáticas voluntárias envolvendo sociedade civil, empresas, investidores e governos.
O informe foi apresentado à imprensa em Brasília, durante as reuniões preparatórias da Pré-COP, que antecedem a conferência marcada para o próximo mês em Belém, no Pará.
Cerca de 137 iniciativas atualizaram suas informações sobre as ações em execução. Um dos principais desafios destacados é a necessidade de alinhamento entre os compromissos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, especialmente no que tange ao financiamento climático, redução de emissões e impactos socioeconômicos nas populações vulneráveis.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, enfatizou a importância de fortalecer relações e identificar pontos que exigem maior atenção. O debate, segundo ela, se expandiu além das florestas, incorporando a questão dos oceanos e explorando novas formas de financiamento que transformem discurso em ação concreta, como a troca de dívida por investimento climático.
Marina Silva lembrou que na Conferência de 1992, no Rio de Janeiro, já se falava em “pensar globalmente e agir localmente”, mas ressaltou que a atual realidade climática exige ações coordenadas tanto a nível local quanto global. Ela destacou que fenômenos climáticos extremos transcendem fronteiras, impactando diversos países da região.
Vale ressaltar que a Pré-COP não formaliza acordos, mas cria um espaço para a construção de entendimentos que serão essenciais nas negociações da inédita COP da Amazônia.



