quarta-feira, março 25, 2026
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Trabalhadores apontam ultraprocessados como ameaça à saúde

Pesquisa da Sodexo realizada em seis países apontou que mais de 70% dos trabalhadores veem os alimentos ultraprocessados como risco à saúde. O levantamento Food Experience Tracker foi aplicado no Brasil, Chile, China, Estados Unidos, França e Reino Unido, com mais de 5 mil respondentes, sendo 800 no Brasil.

No país, 78% dos entrevistados classificaram os ultraprocessados como nocivos, embora muitos reconheçam a praticidade desse tipo de alimento no dia a dia. Globalmente, 71% compartilharam essa percepção. O estudo também indica que restaurantes corporativos tendem a ganhar importância, já que a força de trabalho busca opções mais frescas, locais e sazonais.

O levantamento sugere ainda que funcionários estão mais propensos a deixar empresas que não adotam práticas sustentáveis, o que reforça a necessidade de ações que considerem saúde dos colaboradores e impacto ambiental.

Definição e riscos
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, alimentos ultraprocessados devem ser evitados. Tratam-se de formulações industriais feitas a partir de ingredientes extraídos ou derivados de alimentos — como óleos, gorduras, açúcar e amidos modificados — ou de substâncias sintetizadas, como corantes, aromatizantes e realçadores de sabor.

Esses produtos costumam incluir aditivos para aumentar a validade e melhorar cor, sabor, aroma e textura. Têm alto teor de açúcar, sal e gorduras, o que favorece o consumo excessivo de calorias e o comportamento de comer de forma contínua.

O guia alerta que ingestão elevada de sódio e gorduras saturadas eleva o risco de doenças cardiovasculares. Consumo excessivo de açúcar está associado a cárie dentária, obesidade, diabetes e outras doenças crônicas.

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