O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa alta real de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025 e é o maior já registrado desde o início da série da Pnad Contínua, em 2012.
Foi o segundo trimestre seguido em que a média superou R$ 3,7 mil. No período encerrado em fevereiro, o rendimento havia sido R$ 3.702. Na comparação com o quarto trimestre de 2025 (R$ 3.662), houve crescimento de 1,6%.
A pesquisa reúne informações de dez grupos de atividades. Em oito deles não houve variação significativa no rendimento médio. As exceções foram comércio, com alta de 3% (equivalente a R$ 86 a mais), e administração pública, com aumento de 2,5% (R$ 127 a mais).
No primeiro trimestre de 2026 houve redução de cerca de 1 milhão de pessoas ocupadas na comparação com o quarto trimestre de 2025. A queda concentrou-se principalmente entre trabalhadores informais.
A massa de rendimento dos trabalhadores alcançou R$ 374,8 bilhões no trimestre, também o maior valor da série histórica. Esse total representa aumento real de 7,1% frente ao primeiro trimestre de 2025, o que equivale a R$ 24,8 bilhões a mais em um ano.
A proporção de trabalhadores que contribuíram para fins de previdência chegou a 66,9% dos ocupados, a maior já registrada pela pesquisa, o que corresponde a cerca de 68,2 milhões de pessoas. O IBGE considera como contribuintes empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham recolhido para institutos de previdência oficiais (INSS ou planos estaduais/municipais).
A taxa de informalidade no trimestre foi de 37,3% da população ocupada, ou aproximadamente 38,1 milhões de trabalhadores, ante 37,6% no fim de 2025 e 38,0% no primeiro trimestre de 2025. O instituto ressalta que um trabalhador informal, como um conta própria sem CNPJ, pode ser contribuinte individual do INSS.
A Pnad Contínua, que retrata o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, registrou taxa de desemprego de 6,1% no primeiro trimestre de 2026 — a menor já apurada para o período. A pesquisa considera desocupada apenas a pessoa que efetivamente procurou trabalho nos 30 dias anteriores à coleta. Foram visitados 211 mil domicílios em todas as unidades da Federação e no Distrito Federal.



