O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu investigação sobre um esquema de desvio de recursos no Instituto Rio Metrópole que resultou na prisão de seis agentes e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.
A ação penal foi ajuizada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaedi). Onze pessoas foram denunciadas por organização criminosa, corrupção e fraude em licitação.
A apuração envolve contrato no valor de R$ 80 milhões. O procedimento foi instaurado antes do recebimento da documentação enviada pelo governo estadual; os documentos posteriormente compartilhados pela administração contribuíram para o aprofundamento das investigações.
Também foi criado um fluxo independente para encaminhamento de informações relacionadas ao caso. A partir desse mecanismo foram instaurados o procedimento em curso e outras apurações vinculadas.
O Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro (GSI-RJ) implementou um fluxo permanente de auditorias nas áreas de pessoal e de contratos, com encaminhamento imediato ao Ministério Público quando identificados indícios de irregularidade. Segundo o órgão, todos os setores do estado estão sendo auditados.
O Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), da Secretaria Nacional de Segurança Pública, atuou nas investigações patrimoniais por meio da produção e difusão de informações estratégicas. O trabalho incluiu relatórios de inteligência financeira e levantamento da movimentação dos recursos supostamente desviados, para aprofundar as apurações.



