A Prefeitura de Dourados intensificou o combate à epidemia de chikungunya com um mutirão de limpeza na Reserva Indígena iniciado na segunda-feira (20). Em poucos dias, as equipes retiraram cerca de 20 toneladas de resíduos.
A ação busca eliminar potenciais criadouros do Aedes aegypti, transmissor também da dengue e zika. A força-tarefa reúne Defesa Civil estadual e municipal, Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).
Os trabalhos seguem orientações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela prefeitura para coordenar as ações na Reserva Indígena e na área urbana. A iniciativa integra o Plano de Ação de Incidente para enfrentamento da chikungunya. Os primeiros dias contemplaram a Reserva Indígena e o Jardim Colibri.
Nesta quarta-feira (22), as atividades começaram nas primeiras horas na Aldeia Bororó. Três equipes atuaram simultaneamente na Aldeia Jaguapiru e na Comunidade Santa Felicidade. Com apoio de maquinário, caminhões e pás-carregadeiras, as equipes fazem trabalhos porta a porta e limpezas em áreas críticas, incluindo as margens do anel viário. Os resíduos são encaminhados aos aterros sanitários do município.
A prefeitura determinou atuação contínua e intensiva, com reforço de equipes para recolher objetos descartáveis nas residências e destiná-los de forma adequada, visando eliminar focos do mosquito.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu situação de emergência e liberou R$ 974,1 mil por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Para agilizar a remoção de resíduos, o município contratou emergencialmente as empresas Litucera e Financial. As ações têm previsão inicial de pelo menos 15 dias, com reforço logístico e expansão para bairros urbanos, como o Jardim Colibri.
Desde 9 de março, mais de 1.100 toneladas de resíduos já foram recolhidas em Dourados. As estratégias são definidas diariamente pelo COE, criado pela gestão municipal.
Dados epidemiológicos apontam 6.411 notificações de chikungunya no município, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, 1.462 descartados e 2.755 em investigação. Foram confirmados oito óbitos, sendo sete na Reserva Indígena.
A administração municipal reforça o pedido de colaboração da população para eliminar lixo e objetos que acumulem água em quintais, medida considerada essencial para reduzir a proliferação do Aedes aegypti.



