A Prefeitura de Dourados adotou um novo fluxo de identificação e monitoramento de pessoas em situação de insegurança alimentar, baseado no Protocolo Brasil Sem Fome. A medida busca articular diferentes áreas da gestão pública para ampliar o alcance das políticas sociais e assegurar o acesso regular à alimentação às famílias em vulnerabilidade.
Na segunda-feira (27), técnicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome promoveram uma capacitação para equipes das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde, Educação e Agricultura Familiar. O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos e fortalecer a atuação integrada entre os órgãos locais.
O protocolo possui sete etapas, com início pela Triagem para o Risco de Insegurança Alimentar (Tria), aplicada na Atenção Primária do SUS. Os dados coletados são integrados a sistemas como e-SUS e Cadastro Único para refinar o diagnóstico das famílias em risco.
A sequência prevê ações de busca ativa, mapeamento dos serviços, programas e benefícios disponíveis no município e atendimento integrado entre as áreas envolvidas. As famílias serão acompanhadas periodicamente, com reaplicação da triagem entre três e seis meses. O processo será monitorado pelo Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Dourados, com população superior a 265 mil habitantes e presença de aldeias indígenas e acampamentos, tem implementado medidas complementares no combate à insegurança alimentar. Entre elas, a compra de 100 toneladas de alimentos produzidos por agricultores indígenas, já distribuídos gratuitamente às comunidades mais vulneráveis por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em parceria com os governos estadual e federal.
Além disso, o município passou a distribuir cerca de 2 mil litros de leite semanalmente às comunidades. A combinação das ações busca ampliar a identificação precoce de famílias em risco e fortalecer a resposta pública para garantir alimentação e melhores condições de vida.



