quarta-feira, março 25, 2026
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Prefeitura do Rio exonera Monique Medeiros em desdobramentos do caso Henry Borel

Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte do filho Henry Borel, foi demitida do quadro de professores da prefeitura do Rio de Janeiro. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (25).

A ex-policial deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio, no início da noite de segunda-feira (23) e está em casa. A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, determinou a soltura após o julgamento do caso ter sido adiado. A magistrada acolheu pedido da defesa para o relaxamento da prisão, considerando o risco de excesso de prazo com o novo calendário processual.

O julgamento de Monique e do padrasto de Henry, Jairo dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, começou a tramitar na segunda (23) e foi suspenso. A defesa de Jairinho solicitou adiamento por falta de acesso a provas. Após o indeferimento do pedido, cinco advogados de defesa deixaram o plenário, o que levou ao reagendamento do júri para 25 de maio.

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A criança foi levada a um hospital particular na região; os responsáveis inicialmente relataram um possível acidente doméstico.

O laudo necroscópico do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões por ação violenta, entre elas laceração hepática e hemorragia interna. As investigações da Polícia Civil indicaram que o menino era submetido a rotinas de tortura pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Os dois réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Jairinho responde por homicídio qualificado. Monique foi denunciada por homicídio por omissão de socorro.

Na peça acusatória, o MPRJ sustenta que, no dia do crime, Jairo teria causado, de forma consciente e mediante ação contundente, lesões corporais que foram a causa única da morte. Segundo a denúncia, Monique, na condição de garantidora legal, teria se omitido de sua responsabilidade, concorrendo para o resultado. Ainda de acordo com o Ministério Público, em três ocasiões em fevereiro de 2021 Jairinho teria submetido Henry a sofrimentos físicos e psicológicos com uso de violência.

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