A Operação Bomba Oculta interditou, nesta sexta-feira (28), postos de combustíveis clandestinos na cidade de São Paulo. A ofensiva é uma etapa da Operação Carbono Oculto, investigação voltada à presença do crime organizado no mercado de combustíveis.
A apuração mira práticas de fraude, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro relacionadas ao setor.
Na capital paulista, foram lacrados estabelecimentos que funcionavam sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As autoridades também suspenderam mais de 1,2 mil CNPJs e cerca de 200 inscrições estaduais ligadas a empresas investigadas.
A ação reúne a Receita Federal e a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
Desde 2019, a ANP cancelou as autorizações de operação de mais de 10 mil postos no país. Mesmo assim, parte dessas empresas teria continuado a atuar irregularmente, com o uso de CNPJs ainda ativos.
A operação busca localizar os estabelecimentos que seguem comercializando combustíveis de forma ilegal, atualizar e cruzar dados cadastrais e interromper o funcionamento dos postos clandestinos.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto do ano passado, identificou a atuação do PCC em diferentes etapas da cadeia nacional de combustíveis, incluindo importação, produção e revenda.



