O Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, localizado em Campo Grande, promoveu no início do mês uma cerimônia em que foram entregues 123 perucas confeccionadas por reeducandas do setor de artesanato. A ação, que faz parte das atividades do Outubro Rosa, tem como objetivo evidenciar a importância do trabalho prisional em conjunto com o compromisso social e a valorização da vida.
A iniciativa resultou da colaboração entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a Receita Federal do Brasil e a Rede Feminina de Combate ao Câncer, vinculada ao Hospital Alfredo Abrão. Além das perucas, foram também entregues 40 quilos de cabelos humanos apreendidos pela Receita Federal, que servirão como matéria-prima para novas confecções destinadas a pacientes oncológicos.
O evento, realizado na última terça-feira (7), contou com a presença de representantes das instituições envolvidas. O diretor-presidente da Agepen ressaltou a importância do trabalho das internas, destacando que essa ação vai além dos muros da prisão e reafirma a capacidade transformadora do trabalho prisional.
O delegado da Receita Federal em Campo Grande comentou que a destinação dos cabelos apreendidos representa uma nova abordagem do órgão, focando em ações sociais que contribuam positivamente para a comunidade. Ele enfatizou que os materiais, antes destinados a leilão, agora assumem um novo significado de solidariedade e dignidade.
A diretora do Estabelecimento Penal destacou a relevância social da entrega das perucas, considerando-a um gesto significativo, resultado do empenho das internas e do suporte da instrutora. Ela também comentou sobre a relevância das parcerias e a realização da ação durante o Outubro Rosa, reforçando a necessidade de autocuidado e prevenção entre as mulheres.
A presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão enfatizou o valor simbólico da iniciativa, que vai além do simples fornecimento de perucas, ao devolver a confiança e a autoestima das mulheres em tratamento. O hospital, responsável por uma grande parte dos atendimentos oncológicos no estado, trabalha com amor e acolhimento, em parceria com a Rede Feminina e voluntários.
O evento também contou com a participação de autoridades da Agepen e outras figuras respeitáveis. A cerimônia terminou com um sentimento de gratidão e esperança, demonstrando que o trabalho prisional pode se configurar como um importante aliado na ressocialização, proporcionando dignidade e novas perspectivas de vida.



