quarta-feira, setembro 23, 2026

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Paulistanos enfrentam longas filas para se vacinar contra o sarampo

# Filas crescem em postos de vacinação contra o sarampo em São Paulo

Moradores da capital paulista enfrentaram longas filas neste sábado (8) para receber a vacina contra o sarampo. Por volta das 13h, 57 dos 62 postos em funcionamento registravam espera elevada, conforme dados da plataforma municipal De Olho na Fila.

Na AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, na zona leste, a fila se estendia para fora da unidade. Ao meio-dia, o tempo de espera ultrapassava uma hora.

A abertura limitada de unidades contribuiu para a concentração de pessoas. Embora a plataforma liste 512 postos de vacinação na cidade, apenas 62 funcionaram no sábado. As unidades operam normalmente de segunda a sexta-feira.

A zona leste concentrou o maior número de postos abertos, com 24 unidades. A zona sul teve 17 locais em funcionamento, seguida pelas zonas norte, com 16, e oeste, com cinco. Não houve postos abertos na região central.

No balanço de filas divulgado no início da tarde, duas unidades apresentavam espera média e uma registrava fila pequena. Outros dois postos apareciam sem fila, mas com informações atualizadas apenas no começo da manhã.

A mobilização elevou o número de doses aplicadas no município. Na sexta-feira (7), a rede municipal administrou 84.632 vacinas contra o sarampo e outras 24.952 doses de diferentes imunizantes. O total de 109.584 aplicações foi o maior registrado em um dia desde o início da campanha, em 3 de agosto.

O Estado de São Paulo contabilizava 23 casos confirmados de sarampo. Desses, 16 envolviam pessoas sem vacinação prévia ou com o esquema incompleto.

Dois casos foram classificados como importados, enquanto os demais tiveram relação com esses registros iniciais. A distribuição inclui 20 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

A Secretaria de Estado da Saúde recomendou a vacinação de moradores da capital, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo com idade entre 6 meses e 59 anos, independentemente do histórico vacinal, desde que não haja contraindicação.

A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde. A aplicação ampliada nesses municípios foi adotada diante do risco de disseminação da doença. Nas demais cidades paulistas, a recomendação é verificar as carteiras de vacinação, buscar pessoas com doses atrasadas e atualizar a imunização conforme a faixa etária e o calendário nacional.

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