quarta-feira, abril 15, 2026
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Operação da PF prende influenciadores suspeitos de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (15), os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo durante a Operação Narcofluxo, que investiga uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais superiores a R$ 1,6 bilhão.

As apreensões incluem cerca de R$ 20 milhões em veículos. Também foram detidos os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, produtor de MC Ryan SP.

Ryan Santana dos Santos, 25 anos, foi preso em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP). Com ele foram apreendidos automóveis, valores em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos, armas e um colar com imagem de Pablo Escobar inserida num mapa do estado de São Paulo.

A Justiça expediu 39 mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Até o momento, 33 prisões foram cumpridas; a Polícia Federal segue em diligências para efetivar os mandados restantes. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Também foram adotadas medidas de constrição patrimonial, como o sequestro de bens e restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

Os mandados foram cumpridos em nove estados, entre eles Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás, além do Distrito Federal. No Rio de Janeiro, foi preso Marlon Brandon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, de 27 anos, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes.

A investigação aponta que a Narcofluxo é um desdobramento da Operação Narcobet, deflagrada no final do ano passado. Segundo apuração, o grupo montou uma estrutura financeira para legitimar recursos oriundos de diversos crimes, incluindo tráfico de drogas e operações ilegais de apostas e rifas online.

As autoridades identificaram uso de mecanismos para ocultar e dissimular valores, envolvendo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. Também houve utilização de pessoas de visibilidade para promover empresas de apostas e rifas ilegais e facilitar a circulação de recursos sem chamar atenção das autoridades.

De acordo com as investigações, os valores ilícitos eram inseridos no sistema financeiro formal por meio de pagamentos a pessoas públicas e apresentados como rendimentos de atividades regulares. Em seguida, parte dos recursos era descentralizada por meio de laranjas e estruturas societárias para dificultar o rastreamento.

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