terça-feira, abril 14, 2026
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Mutirão contra a chikungunya chega a Santa Maria; CCZ pede apoio da população

Força-tarefa coordenada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, avança por bairros de Dourados enquanto município confirma 7ª morte e alerta para cenário crítico da epidemia enquanto residências vistoriadas continuam com muita sujeira e matagal

A força-tarefa de combate à chikungunya em Dourados chegou, nesta terça-feira (14), à região do Grande Santa Maria, ampliando as ações de controle no município. A mobilização reúne equipes da prefeitura, do Governo do Estado e do Ministério da Saúde.

Estão previstas intervenções também nos bairros Canaã I, Pelicano, Monte Sião, Piratininga e Jardim dos Estados, com objetivo de avançar até o Jardim Carisma. As atividades são definidas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela gestão do prefeito Marçal Filho para organizar a resposta ao surto.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) informou preocupação com as condições encontradas nas residências. Agentes têm identificado terrenos com lixo, mato alto e recipientes que acumulam água, além de plantas ornamentais como bromélias e coqueiros, que favorecem a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

O COE confirmou, nesta terça, a sétima morte por complicações da chikungunya em Dourados. A vítima tinha 77 anos e residia na Reserva Indígena, onde todos os óbitos registrados até o momento ocorreram. Três outras mortes seguem em investigação, sendo duas de moradores da área urbana. Atualmente, 40 pessoas estão internadas em decorrência da doença.

As equipes de campo relatam acúmulo de materiais em quintais e terrenos baldios, além de descarte irregular de entulho e lixo doméstico em locais públicos. Um mutirão de limpeza realizado no mês passado concentrou-se nas regiões do Jóquei Clube e Santa Felicidade, áreas com maior incidência de casos. Em seguida, ações foram feitas no Parque do Lago e no Novo Horizonte, mas a prefeitura tem registrado retorno do depósito irregular de resíduos por parte de alguns moradores.

Como parte da estratégia de controle, foram instaladas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). Essas armadilhas, compostas por recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida, permitem que o mosquito carregue o produto para outros criadouros, interrompendo o ciclo reprodutivo. Só no Jóquei Clube foram colocadas 208 unidades. No total, Dourados recebeu 605 EDLs do Ministério da Saúde, que serão distribuídas em regiões prioritárias. Estudos apontam que a técnica pode reduzir em mais de 66% a população adulta do vetor.

A previsão é que a instalação das EDLs, iniciada no Parque do Lago e no Novo Horizonte, avance para os bairros Santa Maria e Jardim Carisma, ampliando o cerco ao mosquito transmissor. O CCZ e a prefeitura reforçam que o controle da chikungunya depende da eliminação de focos domiciliários e da manutenção de ambientes limpos pela população.

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