Em Belém, o Museu Paraense Emílio Goeldi abriga uma das maiores coleções de mamíferos do mundo. O acervo conta com cerca de 47 mil exemplares e figura como o terceiro maior da América do Sul.
A coleção reúne espécimes coletados ao longo do século XX, incluindo espécies em risco de extinção. Grande parte do material provém da Amazônia oriental, de diferentes regiões do Pará e de estados vizinhos, como Maranhão, Tocantins e Rondônia.
O acervo funciona como referência para pesquisas científicas. Pesquisadores utilizam os exemplares para estudos sobre evolução, mudanças ambientais e doenças que podem circular entre animais e humanos, além de servir como base para ações de conservação da biodiversidade amazônica.
A preservação das peças exige infraestrutura e manejo contínuo. Parte do conjunto já está acondicionada em armários com proteção contra incêndio, mas há limitações de espaço, sobretudo para armazenar mamíferos de grande porte. A guarda de exemplares volumosos, como cetáceos, demanda soluções específicas e investimentos em instalações adequadas.
Também são necessárias áreas especializadas para tratamentos de conservação, como dermestários, que permitem limpeza e preparo das peças com maior eficiência. A busca por recursos para adequações e ampliação do espaço é considerada prioridade para a manutenção do acervo.
O acesso às coleções é restrito e ocorre no campus de pesquisa do museu. Os espécimes são disponibilizados como referências científicas, contribuindo diretamente para o conhecimento e a proteção da fauna amazônica.



