Mesmo após mutirões de limpeza, bairros de Dourados registram novo acúmulo de lixo e entulho, o que eleva o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti em meio à epidemia de chikungunya.
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SemSur) informa que o problema reaparece com frequência em áreas como Cachoeirinha, Jóquei Clube, Santa Felicidade e Monte Sião, onde equipes já atuaram para remover resíduos e precisaram retornar devido ao descarte irregular.
Há cerca de dois meses, as ações foram intensificadas com o objetivo de eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor. No entanto, o descarte inadequado por parte de moradores e o despejo vindo de outras regiões têm comprometido os resultados.
Na última sexta-feira, equipes da SemSur retornaram à Vila Cachoeirinha três semanas após a limpeza anterior. Na avenida Via Parque, próxima a Área de Preservação Ambiental, ao campo de futebol comunitário e a templos locais, houve novo acúmulo de lixo doméstico e entulhos.
Operários utilizaram pá carregadeira, caminhões-caçamba e equipes de apoio para recolher toneladas de resíduos no local.
Durante a vistoria, foram identificados pontos críticos, incluindo uma casa abandonada com acúmulo de garrafas e entulho, além de terrenos baldios com grande quantidade de lixo. Em alguns setores, moradores já apresentam problemas de saúde associados à situação.
Casos semelhantes foram observados nos bairros Jóquei Clube e Santa Felicidade, onde houve descarte aberto de pneus e resto de obras. Situações de reacúmulo também foram registradas em Panambi Verá, nas imediações do Parque Ambiental Victélio Pellegrin, e no Grande Jardim Novo Horizonte.
O boletim epidemiológico da Vigilância em Saúde municipal aponta que esses bairros figuram entre os com maior número de notificações de chikungunya, o que reforça a necessidade de manter as áreas limpas para reduzir riscos sanitários.
A Prefeitura de Dourados reforça a orientação para que moradores depositem resíduos corretamente nos locais e horários de coleta e alerta contra o descarte em vias públicas ou terrenos baldios. As ações de remoção serão mantidas, mas as autoridades destacam que a colaboração da população é essencial para evitar o retorno do problema.



