segunda-feira, setembro 21, 2026

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Justiça manda prender suspeitos de envolvimento na morte de advogado no Rio de Janeiro

Justiça do Rio decreta prisão preventiva de quatro acusados pela morte de advogado

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva de mais quatro investigados pela morte do advogado Rodrigo Crespo, assassinado no Centro da capital em 26 de fevereiro de 2024. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Na segunda-feira (24), a Polícia Civil prendeu o policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull. Ele é lotado no 15º BPM, em Duque de Caxias. Outros dois denunciados, Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, chamado de Motinha, já estavam detidos e tiveram os mandados cumpridos no dia 20.

Rafael Ferreira Silva, conhecido como Cachoeira, não foi localizado e é considerado foragido.

Segundo a acusação do Ministério Público, Adilsinho teria ordenado o homicídio por entender que a atuação de Crespo poderia afetar seus interesses no mercado de apostas online. O advogado buscava investimentos para um empreendimento de grande porte no setor e também pretendia abrir um bar esportivo com equipamentos semelhantes a caça-níqueis.

As investigações indicam que Ryan Patrick teria acompanhado a rotina da vítima nos dias anteriores ao crime para identificar locais e horários favoráveis à ação. Renato Franco Lopes e Rafael Ferreira Silva são apontados como responsáveis pelo suporte operacional e pelo monitoramento do advogado até o assassinato.

Conforme a apuração, os dois permaneceram no veículo usado pelo executor e foram identificados por elementos técnicos na região do crime e em trechos do trajeto utilizado na fuga. A investigação também apontou deslocamentos dos suspeitos até a área de um sítio associado a Rafael, que teria sido usado como esconderijo.

A 3ª Vara Criminal recebeu a denúncia por homicídio qualificado. A decisão manteve Adilsinho em um presídio federal de segurança máxima por três anos e determinou o afastamento de Renato Franco Lopes das funções públicas, além da suspensão de seu porte de arma.

Adilsinho foi preso em fevereiro de 2026, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante uma operação conjunta das polícias Federal e Civil. Posteriormente, ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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