A Justiça italiana decidiu, nesta sexta-feira, manter a prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Ela foi detida em Roma no dia 29 de outubro, enquanto tentava se esquivar de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Zambelli, que possui dupla cidadania, deixou o Brasil em maio deste ano em busca de asilo político na Itália, após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão devido à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Além da pena, a parlamentar também é responsável por R$ 2 milhões em danos coletivos.
As investigações indicam que a deputada foi a mentora da invasão, que visava a emissão de um mandato de prisão falso contra Alexandre de Moraes. O hackeamento foi atribuído a Walter Delgatti, outro condenado que confirmou ter atuado a pedido de Zambelli.
Após sua chegada à Itália, o governo brasileiro formalizou um pedido de extradição, protocolado no dia 11 de junho pelo ministro Alexandre de Moraes. O Itamaraty enviou oficialmente a solicitação ao governo italiano.
A Advocacia-Geral da União (AGU) declarou que tomará as providências necessárias para avançar no processo de extradição. A decisão final acerca da extradição caberá à Justiça italiana e ao governo do país, e o processo pode ser longo, devido aos trâmites legais e aos acordos internacionais existentes entre Brasil e Itália. Não há previsão definida para a conclusão desse processo.



