**TJPJ Inicia Audiências no Caso da Morte de Fernando Iggnacio**
Nesta quinta-feira, 26 de outubro, a 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ouviu as testemunhas convocadas pelo Ministério Público no processo que investiga a morte do contraventor Fernando Iggnacio. Ele foi assassinado com tiros de fuzil em 10 de novembro de 2020, quando retornava de Angra dos Reis, onde passava os fins de semana, e estava no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes.
Rogério de Andrade, apontado como o mandante do crime, participou da audiência por videoconferência, uma vez que está preso em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O ex-policial militar Gilmar Eneas Lisboa, acusado de monitorar Iggnacio, assistiu aos depoimentos na sala do fórum, onde também se encontra preso.
Fernando Iggnacio e Rogério de Andrade eram, respectivamente, genro e sobrinho do notório contraventor Castor de Andrade, que faleceu em 1997. A morte de Castor resultou em conflitos violentos pelo controle do jogo do bicho e das máquinas caça-níqueis na zona oeste do Rio, que já causaram mais de 50 mortes.
De acordo com a decisão judicial que determinou a transferência de Rogério Andrade para um presídio federal, foram destacados sua alta periculosidade e seu papel como chefe de uma organização criminosa, envolvida em homicídios, corrupção, contravenções e lavagem de dinheiro.
A fase de depoimentos começou com o policial civil Luciano Konig Diniz, membro do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco). Ele apresentou a análise do material telemático apreendido pela Polícia Civil. Em seguida, o também policial Pedro Policarpo, integrante do Gaeco, revisou a análise.
Outras cinco testemunhas foram ouvidas, incluindo o delegado Moyses Santana, os funcionários da Heli-Rio Táxi Aéreo, André Ribeiro Guerra e Felipe Rafael Araújo da Silva, o piloto do helicóptero que buscou Iggnacio, Diego Ticchetti, e o zelador do Condomínio Vera Cruz, Jorge Alexandre Ferreira da Silva, que teria conhecimento sobre o armamento utilizado no crime.
Após a coleta dos depoimentos, a juíza autorizou um pedido da defesa de Rogério Andrade para a realização de uma perícia no celular de Márcio Araujo de Souza, suspeito de ter contratado os executores. A perícia se concentrará em arquivos de imagens que podem conter conversas em um aplicativo de mensagens. A continuidade da audiência, incluindo o interrogatório dos réus, será agendada após a conclusão da perícia.



