quarta-feira, setembro 23, 2026

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Jovens negros do Rio de Janeiro e da Bahia ganham bolsas para estudar no exterior

# Fundo Baobá seleciona três estudantes negros para bolsa de permanência no exterior

O Fundo Baobá escolheu três estudantes negros para receber uma bolsa de R$ 42 mil destinada à permanência durante a graduação no exterior. Os selecionados embarcam em setembro para iniciar os cursos em universidades dos Emirados Árabes Unidos, Espanha e Estados Unidos.

A iniciativa faz parte do programa Black STEM, voltado às áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Além do auxílio financeiro, a ação prevê mentorias de carreira, oficinas, conexões com lideranças negras e acompanhamento psicológico.

Os recursos devem contribuir com despesas como moradia, transporte, alimentação e materiais acadêmicos.

Caio Ramos, de 23 anos, morador de Irajá, no Rio de Janeiro, vai cursar Design no Dubai Institute of Design and Innovation, nos Emirados Árabes Unidos. Durante a pandemia de covid-19, ele passou um ano sem aulas porque sua escola não tinha estrutura para ensino remoto. Em 2022, começou a trabalhar para ajudar nas despesas da família, após o pai desenvolver Alzheimer e Parkinson.

Quezia Fernanda, de 19 anos, nascida em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, estudará Engenharia Elétrica na Universidade de Jaén, na Espanha. Ela concluiu o ensino médio técnico em automação industrial no Instituto Federal Fluminense e soube da oportunidade de estudar fora do país por meio de uma parceria entre a instituição e a universidade espanhola.

Já João Vitor, de Cruz das Almas, na Bahia, foi aprovado para o curso de Ciência da Computação na Northwestern University, nos Estados Unidos. O interesse pela área começou ainda na infância e se consolidou durante sua formação em informática no Instituto Federal. Criado no Recôncavo Baiano, ele teve contato próximo com comunidades quilombolas e lideranças negras da região.

O programa foi criado para ampliar as condições de acesso e permanência de estudantes negros em instituições internacionais. A proposta também busca oferecer suporte para desafios pessoais, culturais e emocionais enfrentados por jovens que deixam suas cidades e famílias para estudar em outros países.

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