O Irã, situado no Golfo Pérsico, possui a terceira maior reserva comprovada de petróleo do mundo e enfrenta uma crise econômica que tem alimentado protestos populares. O país também é alvo de acusações por parte dos Estados Unidos relacionadas ao seu programa nuclear, em um atrito bilateral que remonta à década de 1950.
O país do sudoeste asiático mantém relações comerciais relevantes com o Brasil. No ano passado, o comércio bilateral chegou a quase US$ 3 bilhões. As exportações brasileiras ao Irã são majoritariamente commodities, com destaque para milho e soja. As importações brasileiras oriundas do Irã representam cerca de 0,84% do total e são concentradas em adubos e fertilizantes.
As manifestações atuais retomam pautas já vistas anteriormente. Em dezembro de 2017, protestos iniciados em Mashhad, segunda maior cidade do país, espalharam-se por diversas regiões do Irã com reivindicações contra restrições de direitos, inclusive políticos.
Organizações de defesa da liberdade de imprensa apontam restrições severas no país. Na avaliação de 2025 da Repórteres sem Fronteiras (RSF), o Irã ocupou a quinta posição mais baixa no ranking mundial de liberdade de imprensa.
Relatos da imprensa internacional descrevem um cenário de repressão e confrontos. Em janeiro, houve confrontos diretos entre agentes de segurança e manifestantes, episódio que, segundo reportagens, resultou na morte de centenas de pessoas. Em meio às medidas de controle, a internet chegou a ser bloqueada por determinação do governo.
No contexto internacional, o presidente dos Estados Unidos justificou intervenção em território iraniano, vinculando-a a um ataque coordenado com Israel.
No início de janeiro, houve ainda menções a um sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, acompanhado de acusações de participação em um suposto cartel de narcotráfico. A administração norte-americana também anunciou possibilidade de aumentar tarifas contra países que comercializem petróleo com Cuba, fornecedor que recebe combustível da Venezuela.
Por fim, os dados sobre reservas petrolíferas seguem como elemento central nas discussões geopolíticas. Em 2025, o Irã teria 209 bilhões de barris de reservas, número superior aos 74 bilhões atribuídos aos Estados Unidos naquele ano.



