O Hospital Regional Olga Castoldi Parizotto, em Dourados, passou a operar um setor de Ressonância Magnética nesta semana, ampliando a capacidade diagnóstica da unidade. A expectativa é realizar cerca de 480 exames por mês, atendendo pacientes de 34 municípios da macrorregião — população estimada em 900 mil pessoas.
O exame oferece imagens em alta resolução de várias estruturas do corpo, sendo indicado para diagnóstico precoce, acompanhamento de doenças e planejamento terapêutico. Por ser não invasivo e sem efeitos colaterais significativos, é utilizado em pacientes de diferentes faixas etárias, incluindo crianças, gestantes e idosos.
O primeiro procedimento no novo equipamento foi realizado pelo aposentado Alcides Camilo Diniz, de 69 anos, para acompanhamento de hérnias de disco na região lombar. Pacientes que antes precisavam se deslocar para outras cidades poderão agora realizar a ressonância localmente. A mudança também já beneficiou pessoas que anteriormente recorriam a clínicas particulares.
A ativação do serviço foi acompanhada pelo vice-governador José Carlos Barbosa. A iniciativa integra a estratégia estadual de regionalização da saúde conhecida como Nova Arquitetura da Saúde, que reorganiza o atendimento por níveis de complexidade para aproximar o paciente dos serviços com maior resolutividade.
Antes da instalação do aparelho em Dourados, a demanda por ressonância era encaminhada a Campo Grande ou a outras regiões, o que, segundo relatado pela unidade, podia gerar atrasos de até dois meses em casos com indicação cirúrgica. Com o serviço in loco, o fluxo entre consulta, exame e definição terapêutica tende a ser acelerado.
O Hospital Regional de Dourados foi inaugurado há pouco mais de quatro meses e integra um complexo de saúde que inclui a Policlínica Cone Sul, responsável pelo atendimento ambulatorial e diagnóstico. A unidade iniciou atividades voltada à média e alta complexidade, com 100 leitos, e opera com sistemas digitalizados, como prontuário eletrônico, gestão de leitos e integração com a regulação estadual. A entrada em funcionamento do setor de ressonância magnética amplia a oferta tecnológica e a capacidade de resposta do sistema de saúde regional.



