Quase 900 filmes inscritos levam a Brasília uma das mostras mais relevantes da região: o Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF). O encontro prioriza obras de qualidade que frequentemente ficam de fora do circuito comercial.
Entre os critérios de seleção está o limite de filmografia dos diretores: só concorrem autores com, no máximo, três obras produzidas. A regra busca valorizar cineastas em início de carreira.
A programação principal reúne duas mostras competitivas: a BIFF Júnior, destinada ao público jovem, e a competição de longas‑metragens, voltada a diferentes faixas etárias. A BIFF Júnior conta com uma curadoria mirim que atua em conjunto com a diretoria artística, avaliando roteiro, direção e aspectos técnicos sob a ótica dos jovens selecionadores. A curadoria do festival procura títulos com temas relevantes, roteiros consistentes e impacto criativo.
A produtora homenageada nesta edição é a Gullane. Serão exibidos alguns dos títulos mais conhecidos da empresa, como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias e Que Horas Ela Volta?. A Gullane acumula mais de 80 filmes em seu catálogo, participação em festivais internacionais e histórico de coproduções.
O festival também destaca o momento do cinema brasileiro no cenário internacional: o país chegou a disputar prêmios importantes no Oscar por dois anos consecutivos, incluindo uma vitória recente na categoria de Filme Internacional.
Outras atrações da edição incluem a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais, iniciativas que visam fortalecer o audiovisual nacional, promover diversidade e fomentar o diálogo entre profissionais do setor.
O Festival Internacional de Cinema de Brasília segue até 3 de maio no Cine Brasília. A entrada é gratuita.



