O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou nesta semana o livro Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040.
A obra, assinada por dez engenheiros, pesquisadores e professores universitários, apresenta cenários nacional e internacional e analisa cadeias industriais voltadas à produção dos 17 elementos conhecidos como terras raras, que possuem elevada condutividade térmica e elétrica.
O estudo mapeia reservas minerais no território brasileiro, com destaque para ocorrências na Amazônia. Além disso, avalia mercados e projeta formas de exploração envolvendo cooperação e investimentos multilaterais, do Brasil e de outros países.
O livro foi divulgado no VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), realizado no Rio de Janeiro na quarta-feira (1º). O evento foi organizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), com apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Ministério de Minas e Energia.
As terras raras são matéria-prima para produtos de alta tecnologia e valor agregado, com forte demanda global. São utilizadas, entre outros, em veículos elétricos, equipamentos de defesa, smartphones e turbinas eólicas. Grande parte desses insumos ainda é importada pelo Brasil.
O conteúdo da publicação também pode subsidiar discussões legislativas sobre o projeto de lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda despacho da Mesa Diretora do Senado desde maio, estando na Secretaria Legislativa para tramitação.
Minerais considerados críticos e estratégicos constam entre as prioridades da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024–2034. O documento prevê o desenvolvimento de tecnologias para exploração, beneficiamento e reciclagem desses recursos, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades em cadeias essenciais e promover sustentabilidade mineral.



