quarta-feira, março 25, 2026
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Estudo aponta que vacina contra herpes-zóster é segura para pacientes reumáticos

Um estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) concluiu que a vacina recombinante contra herpes-zóster é segura para pacientes com doenças reumáticas autoimunes (DRAI), incluindo aqueles com doença ativa ou em uso de imunossupressores.

A pesquisa acompanhou 1.192 pacientes com nove diagnósticos diferentes. Após as duas doses, cerca de 90% dos participantes desenvolveram resposta sorológica adequada. Aproximadamente 30% estavam com a doença em atividade no momento da vacinação, sem registro de piora associada ao imunizante.

A taxa de piora clínica entre os vacinados foi de 14%, número comparável aos 15% observados no grupo que recebeu placebo. Eventos adversos locais e sistêmicos, como dor no local e febre, foram relatados com menos frequência pelos pacientes com DRAI do que pelo grupo de controle saudável.

Pacientes que utilizavam rituximabe ou micofenolato de mofetila apresentaram resposta imune reduzida em relação aos demais participantes, o que indica necessidade de avaliação específica dessa subpopulação.

Os autores do estudo caracterizam-no como a maior avaliação sistemática até o momento sobre segurança e imunogenicidade da vacina contra herpes-zóster em pessoas com doenças reumáticas autoimunes. O trabalho foi publicado na revista The Lancet Rheumatology.

A vacina recombinante já está disponível no mercado e é recomendada para pessoas com 50 anos ou mais, faixa etária com maior risco de reativação do vírus.

O que é herpes-zóster

– Causa: o herpes-zóster (cobreiro) resulta da reativação do vírus Varicela-Zóster (VVZ), que permanece latente após a catapora.
– Fatores de risco: reativação é mais comum na idade adulta e em pessoas com comprometimento imunológico.
– Sintomas: dor intensa, formigamento, ardor, coceira e hipersensibilidade local; podem aparecer febre baixa, cefaleia e mal-estar.
– Lesões: surgem manchas vermelhas seguidas de bolhas agrupadas cheias de líquido, que se rompem, secam e formam crostas em cerca de 7 a 10 dias; a recuperação completa da pele costuma ocorrer em até quatro semanas.
– Tratamento: antivirais devem ser iniciados nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões; analgésicos são indicados para controle da dor; antibióticos se houver infecção bacteriana secundária.
– Complicações possíveis: dor crônica pós-herpética, comprometimento neurológico ou motor, redução de plaquetas, varicela disseminada em imunossuprimidos, infecções bacterianas secundárias e quadros sistêmicos graves como pneumonia, endocardite, encefalite ou septicemia.

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