**Saúde sexual após a menopausa exige atenção médica, alerta especialista**
Sintomas como ressecamento vaginal, dor durante as relações sexuais e redução do desejo não devem ser tratados como efeitos inevitáveis do envelhecimento. A saúde sexual precisa integrar o acompanhamento ginecológico em todas as fases da vida, incluindo o período após a menopausa.
A falta de abordagem do tema nas consultas e o constrangimento das pacientes em relatar as dificuldades podem contribuir para que essas queixas permaneçam sem diagnóstico ou tratamento. A avaliação médica deve considerar fatores físicos, emocionais e hormonais que podem interferir na vida sexual.
A adoção de hábitos saudáveis, como prática regular de atividade física e alimentação equilibrada, também pode fazer parte do cuidado nessa fase. Em alguns casos, tratamentos hormonais podem ser indicados, desde que realizados com acompanhamento profissional.
A dor durante a relação sexual, por exemplo, pode estar associada a diferentes condições de saúde. Entre elas estão endometriose, aderências e doença inflamatória pélvica, especialmente quando o desconforto é sentido na região profunda da pelve.
Há ainda situações em que a dor ocorre mais próxima ao assoalho pélvico. Esse quadro pode levar à contração involuntária dos músculos da região, o que agrava o incômodo e pode exigir acompanhamento multidisciplinar.
No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão na faixa etária da menopausa. Dados nacionais indicam que 82% delas apresentam sintomas capazes de afetar a qualidade de vida, reforçando a necessidade de incluir menopausa e sexualidade no debate sobre longevidade feminina.



