quarta-feira, março 25, 2026
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Embaixador do Brasil no Irã afirma que queda do regime será sangrenta

Dez dias após ataques aéreos atribuídos a Estados Unidos e Israel, que teriam provocado a morte do líder supremo Ali Khamenei e de centenas de civis, serviços básicos no Irã seguem em operação, segundo relatos oficiais. Comércio e mercados permanecem abertos, escolas adotaram aulas remotas e não há registros generalizados de cortes de energia, água ou gás. Ainda assim, há racionamento de gasolina, situação atribuída também a limitações na capacidade de refino anteriores ao conflito.

O território iraniano, de grandes dimensões e com relevo predominantemente montanhoso, mantém capacidade militar considerável, característica que complica a possibilidade de uma intervenção terrestre por forças estrangeiras.

No fim de fevereiro, a Assembleia dos Especialistas escolheu Seyyed Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como sucessor do aiatolá, após a morte do antigo líder e de membros de sua família em um ataque à residência. A escolha foi confirmada neste domingo, evidenciando mecanismos formais de sucessão no sistema político do país.

O Irã enfrenta, desde o ano passado, protestos motivados pelo aumento do custo de vida e pela repressão a opositores. A atual teocracia islâmica foi estabelecida em 1979, substituindo o regime monárquico do xá Reza Pahlavi.

O Brasil mantém embaixada no Irã e, até o momento, não houve necessidade de operação de evacuação de cidadãos brasileiros. As fronteiras terrestres com países vizinhos estão abertas e têm servido como rota de saída para quem optou por deixar o país. Estima-se que cerca de 200 brasileiros residam no Irã, em sua maioria mulheres casadas com iranianos.

A embaixada brasileira tem acompanhado pedidos pontuais relacionados a documentação e vistos e tem mantido comunicação regular com o Itamaraty e com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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