segunda-feira, setembro 21, 2026

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Dourados registra queda significativa nos casos de chikungunya, informa COE

Dados oficiais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde apontam Semana Epidemiológica 32 teve 44 notificações suspeitas da doença e apenas 7 casos confirmados; no auge da epidemia foram 1.209 notificações em uma semana com 672 casos confirmados nas aldeias e perímetro urbano

# Casos de chikungunya caem em Dourados, mas município mantém emergência em saúde pública

Dourados registrou queda expressiva nas notificações de chikungunya na 32ª Semana Epidemiológica, entre 16 e 22 de agosto. Foram 44 casos suspeitos e sete confirmações no período, segundo boletim do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE).

No pico da epidemia, na 12ª semana epidemiológica, o município havia contabilizado 1.209 notificações e 672 casos confirmados, considerando a área urbana e a Reserva Indígena. Apesar da redução recente, Dourados permanece em situação de emergência em saúde pública.

Desde o início da epidemia, foram notificadas 10.424 suspeitas de chikungunya no município. Desse total, 5.180 casos foram confirmados, 5.197 descartados e 47 aguardavam classificação. A positividade está em 49,92%, enquanto a taxa de ataque chegou a 1,98%, indicador de circulação ativa do vírus.

Na Reserva Indígena, foram registradas 3.190 notificações. Há 2.314 confirmações, 871 descartes e cinco casos ainda em análise. Nas últimas três semanas, a região teve apenas três notificações, sem confirmações, cenário apontado pelo boletim como de controle da epidemia nas aldeias.

A doença provocou 18 mortes por complicações em Dourados desde o começo do surto. Onze das vítimas eram indígenas residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

As ações de enfrentamento envolveram a Prefeitura de Dourados, o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Saúde Indígena e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul. O trabalho incluiu visitas de agentes de combate a endemias, notificações e aplicação de multas.

Mesmo com a redução dos casos, a orientação é manter medidas de prevenção ao Aedes aegypti, como eliminar recipientes com água parada, conservar quintais limpos e descartar resíduos de forma adequada.

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